As principais causas incluem:
• Degeneração discal: O envelhecimento natural provoca perda de hidratação e elasticidade do disco, tornando-o mais vulnerável.
• Movimentos repetitivos ou esforços excessivos: Levantar objetos pesados de forma incorreta ou fazer torções bruscas da coluna.
• Trauma: Quedas, acidentes ou impactos que sobrecarregam a região lombar.
• Sedentarismo: A falta de exercício físico enfraquece os músculos que suportam a coluna.
• Maus hábitos posturais: Manter posturas incorretas durante longos períodos, especialmente em contexto profissional.
• Predisposição genética: Em algumas famílias há maior tendência para alterações degenerativas precoces da coluna.
O diagnóstico baseia-se numa combinação de história clínica , exame neurológico e exames de imagem . Os passos habituais incluem:
• Avaliação médica detalhada, com identificação dos sintomas, exame físico e testes neurológicos
• Ressonância magnética (RMN): É o exame de eleição para visualizar o disco, o grau de protrusão e o efeito sobre as raízes nervosas e a medula espinal
• TAC (Tomografia Computorizada): Pode ser útil em alguns casos, especialmente quando há alterações ósseas associadas
• Estudos neurofisiológicos (EMG): Podem ser usados para avaliar a condução dos nervos e excluir outras causas de dor radicular
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da presença de défices neurológicos e da resposta à terapêutica conservadora.
Tratamento Conservador
A maioria das hérnias melhora com tratamento não cirúrgico, especialmente nas primeiras 6 a 8 semanas. Inclui:
• Medicação: Analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares
• Recomendações posturais e repouso relativo (evitar esforços, mas manter alguma mobilidade)
• Fisioterapia: Programas individualizados com técnicas de alívio da dor, reeducação postural, reforço muscular e alongamentos
• Infiltrações epidurais ou transforaminais: Em casos com dor persistente e inflamação das raízes nervosas, podem ajudar a controlar os sintomas e evitar a cirurgia
Tratamento Cirúrgico
É considerado quando:
• Os sintomas persistem por mais de 6 a 8 semanas, sem melhoria significativa
• Há défices neurológicos progressivos, como perda de força ou alterações da marcha
• O doente apresenta dor incapacitante apesar de tratamento adequado
• Há sinais de síndrome da cauda equina (cirurgia urgente)
As cirurgias mais comuns incluem:
• Microdiscectomia por via tubular: Remoção da parte herniada do disco através de uma pequena incisão, com uso de microscópio cirúrgico. É a técnica mais utilizada e apresenta elevadas taxas de sucesso.
• Discectomia endoscópica: Técnica minimamente invasiva realizada por via percutânea, indicada em casos selecionados.
Ambas as técnicas têm como objetivo a descompressão da raiz nervosa , alívio da dor e recuperação funcional.
Com tratamento adequado, a maioria dos doentes com hérnia discal lombar apresenta recuperação significativa, com regressão da dor e retoma da atividade habitual.
O sucesso cirúrgico é elevado, especialmente em casos com ciática típica, compressão confirmada e ausência de outras patologias associadas.
A recidiva da hérnia é possível e pode ser minimizada com correção postural, reeducação funcional e exercício físico regular.
Prevenção:
Embora nem todas as hérnias sejam evitáveis, algumas medidas podem reduzir o risco:
• Manter uma postura correta durante o trabalho e as tarefas do dia a dia
• Praticar exercício físico regularmente, com foco na força abdominal e estabilidade lombar
• Evitar carregar pesos em excesso ou levantar objetos sem dobrar os joelhos
• Fazer pausas durante atividades sedentárias prolongadas.
Cuidar da saúde geral: manter um peso adequado, não fumar e controlar doenças inflamatórias ou reumatológicas