A espondilólise nem sempre tem sintomas. Quando tem, o único sintoma é geralmente a dor nas costas. A dor agrava-se frequentemente com a atividade e o desporto, e é mais notória quando a pessoa afetada se inclina para trás. Geralmente, a dor não interfere com as atividades diárias normais, mas desperta durante a atividade física ou longos períodos de pé. Se persistir, recomenda-se a procura de cuidados médicos. Quando não tratada, uma vez que se trata de uma fratura, a espondilolise pode evoluir para a espondilolistese, neste caso ístmica, com os sintomas a ela associados, tais como dor lombar e irradiação para os membros inferiores.
Ser humano e andar de pé é o factor de risco mais básico para a espondilólise. A curvatura natural da parte inferior das costas coloca stresse na pars interarticular. Certos desportos que envolvem uma inclinação para trás excessiva ou repetitiva podem aumentar o risco de espondilólise. Exemplos incluem a ginástica, futebol, voleibol, remo, dança, mergulho, halterofilismo, entre outros. Os jovens atletas podem por vezes desenvolver espondilólise como resultado da sobrecarga excessiva e da hiperextensão da região lombar. A genética também pode ser um factor de risco para algumas pessoas.
Se tiver dores lombares localizadas e duradouras, pode ser devido à espondilólise. Um raio-x é por vezes suficiente para diagnosticar uma fratura por stresse. No entanto, se a dor persistir apesar do repouso e da fisioterapia, poderá ser necessária uma imagem adicional. O seu médico pode precisar de prescrever uma ressonância magnética, uma tomografia computorizada (TAC) ou uma cintilografia com SPECT da coluna lombar para um diagnóstico definitivo.
O tratamento de espondilólise centra-se na gestão da dor e na ajuda ao regresso às suas atividades diárias. Esta condição não o coloca normalmente em risco de lesões da medula espinal ou danos nos nervos.Dependendo do grau de dor e do tipo de atividade física, as opções de tratamento incluem:
• Descanso/interrupção temporária do desporto
• Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides
• Fisioterapia para fortalecimento muscular e condicionamento geral
• A cirurgia para reparar a fratura é uma forma de resolver a situação clínica durante a idade jovem, permitindo o regresso à atividade desportiva, e impedindo as complicações a longo prazo do não tratamento da mesma.