Os doentes queixam-se sobretudo de dor e apresentam uma deformidade em cifose (corcunda). Apesar da compressão da espinal medula nestas fraturas ser muito rara, algumas fraturas na região lombar podem provocar compressão foraminal de raízes nervosas e, consequentemente, dor irradiada para os membros inferiores.
O diagnóstico é feito por raio-X e confirmado por tumografia computorizada (TAC). A ressonância magnética (RMN9 é importante para determinar se a fratura é aguda ou antiga e no estudo da sua etiopatogenia. Nos diagnósticos diferenciais deverão ser consideradas patologias como tumor, infeção, mieloma múltiplo, entre outros, pelo que a identificação de uma fratura não elimina a necessidade de estudo da sua etiologia.
Na maioria dos doentes o tratamento deve ser conservador com controlo dos sintomas e retorno gradual à atividade prévia. É importante reforçar a necessidade de os doentes se manterem ativos porque a perda da mobilidade, anorexia e sarcopenia que frequentemente ocorrem vão aumentar progressivamente o risco de outras fraturas de fragilidade.
No tratamento conservador destes doentes, sobretudo naqueles com fraturas torácicas é habitual utilizarem-se coletes. Os pressupostos para o seu uso são 2: analgesia e prevenção do colapso da vértebra fraturada. No entanto, existe muito pouca evidência atual de que os coletes impeçam o seu colapso e muitos doentes sentem mais desconforto com o colete do que sem ele, pelo que o seu uso não é obrigatório.
Nos casos de dor persistente ao fim de 4-6 semanas de tratamento conservador e quando a atividade esteja significativamente limitada pelas suas queixas os doentes podem ser propostos para cifoplastia ou vertebroplastia.
No seguimento de um doente recuperado de uma fratura osteoporótica é fundamental a prevenção de novas fraturas através do tratamento médico da osteoporose.