A artrodese cervical pode ser considerada quando existe:
– Hérnia discal cervical com dor irradiada para o braço, formigueiros ou perda de força e falha do tratamento não cirúrgico – Compressão nervosa confirmada por ressonância magnética (RMN) / TAC com correlação clínica e neurológica – Mielopatia cervical : dificuldade na marcha, desequilíbrio, perda de destreza das mãos, alterações neurológicas progressivas – Degeneração discal avançada com instabilidade e dor cervical muito limitativa (em casos selecionados) – Estenose foraminal ou do canal em grau relevante, com sintomas persistentes – Situações específicas: trauma, revisões, tumores ou infeções (dependendo do contexto clínico).
Nem toda a cervicalgia necessita de cirurgia. Muitas queixas do pescoço melhoram com tratamentos não cirúrgicos adequados, como reabilitação, exercício terapêutico, controlo da dor e correção de fatores de risco. A decisão cirúrgica deve basear-se na correlação entre história clínica, exame neurológico e imagiologia — e nunca apenas no resultado de uma RMN.
A indicação é parte essencial do tratamento. Antes de decidir por cirurgia, deve ser clarificado o diagnóstico, discutidas as alternativas e alinhadas expectativas realistas sobre a recuperação. Uma indicação correta e a gestão e cumprimento das expectativas do doente são o principal fator de sucesso de um tratamento.
Na maioria dos casos, a abordagem é anterior (pela frente do pescoço), permitindo acesso direto ao disco e às estruturas a descomprimir. Em termos simples, a cirurgia pode incluir:
– Remoção do disco doente e da hérnia discal – Descompressão das raízes nervosas e/ou da medula – Colocação de um implante (cage) para restaurar a altura do disco e estabilizar o segmento – Em muitos casos, colocação de parafusos e/ou placa para aumentar estabilidade e favorecer a fusão óssea.
Com o tempo, ocorre fusão entre as vértebras tratadas, tornando o segmento estável. Sempre que adequado, aplicam-se princípios de cirurgia de coluna minimamente invasiva : menor agressão tecidular, preservação de planos, controlo rigoroso da dor e recuperação funcional progressiva.
A artrodese cervical é uma cirurgia comum e, quando bem indicada, com elevadas taxas de sucesso. Ainda assim, como qualquer tratamento cirúrgico, tem riscos. Entre os mais relevantes incluem-se:
– Rouquidão temporária e/ou desconforto ao engolir nas primeiras semanas – Hematoma ou infeção (raros) – Falha de fusão óssea (pseudoartrose), com risco aumentado em fumadores – Persistência de sintomas ou melhoria parcial – Lesão neurológica (rara) – Degenerescência dos níveis adjacentes ao longo dos anos (não acontece a todos os doentes).
A redução do risco começa antes da cirurgia: diagnóstico correto, indicação sólida, otimização de fatores de saúde (tabaco, diabetes, densidade óssea, etc.) e um plano pós-operatório realista.
Em alguns doentes, a artroplastia cervical (prótese de disco cervical) pode ser uma alternativa à artrodese, com o objetivo de preservar o movimento do segmento tratado. No entanto, nem todos os doentes são candidatos. A escolha depende de vários fatores, como:
– Idade e nível de atividade – Número de níveis afetados – Presença de artrose das facetas – Instabilidade segmentar – Tipo de compressão e anatomia do canal/forâmen.
De forma geral, a artrodese continua a ser uma opção muito robusta e previsível em múltiplas situações, enquanto a prótese de disco pode ser adequada em casos selecionados, com critérios bem definidos.
A decisão deve ser tomada após consulta de coluna e avaliação especializada por ortopedista de coluna / cirurgião de coluna , analisando sintomas, exame neurológico e imagiologia.
Em alguns doentes, a artroplastia cervical (prótese de disco cervical) pode ser uma alternativa à artrodese, com o objetivo de preservar o movimento do segmento tratado. No entanto, nem todos os doentes são candidatos. A escolha depende de vários fatores, como:
– Idade e nível de atividade – Número de níveis afetados – Presença de artrose das facetas – Instabilidade segmentar – Tipo de compressão e anatomia do canal/forâmen.
De forma geral, a artrodese continua a ser uma opção muito robusta e previsível em múltiplas situações, enquanto a prótese de disco pode ser adequada em casos selecionados, com critérios bem definidos.
A decisão deve ser tomada após consulta de coluna e avaliação especializada por ortopedista de coluna / cirurgião de coluna , analisando sintomas, exame neurológico e imagiologia.
Deve ser considerada avaliação especializada (idealmente sem atrasos) quando existe:
– Perda progressiva de força no braço ou mão – Alterações da marcha, desequilíbrio, “pernas presas” – Perda de destreza fina (abotoar, escrever, pegar em objetos pequenos) – Dormência progressiva nos braços e mãos ou sintomas bilaterais – Dor intensa com evolução desfavorável apesar de tratamento
A decisão de realizar artrodese cervical deve resultar de avaliação detalhada em consulta de coluna , com exame neurológico e interpretação especializada dos exames de imagem.
A avaliação pode ser realizada em consulta presencial no Porto ou através de teleconsulta para doentes noutras regiões de Portugal ou no estrangeiro. A teleconsulta permite:
– Segunda opinião especializada – Análise de RMN/TAC e relatórios – Definição de plano terapêutico e prioridades – Esclarecimento sobre indicação cirúrgica vs tratamento não cirúrgico.
Para muitas pessoas, uma segunda opinião antes de cirurgia de coluna é determinante para tomar uma decisão informada e segura.
Num único nível, a maioria dos doentes mantém boa mobilidade global e adapta-se bem. Em múltiplos níveis, pode existir maior limitação, mas a prioridade é sempre aliviar compressão e restaurar estabilidade.
Muitas vezes melhora cedo, mas depende do tempo de compressão nervosa e do grau de inflamação. Em alguns casos, a recuperação neurológica é progressiva.
Nem sempre. Depende do número de níveis, estabilidade, qualidade óssea e objetivo da cirurgia.
Depende do conforto, mobilidade e medicação. Deve ser decidido de forma individual para garantir segurança.
Remove a hérnia daquele nível e descomprime o nervo/medula. Não impede o envelhecimento natural de outros níveis, por isso a prevenção e o exercício continuam importantes.
A artrodese estabiliza por fusão; a prótese procura preservar movimento. A escolha depende de critérios clínicos e anatómicos rigorosos.
Aplicam-se princípios de mínima agressão tecidular e recuperação otimizada. O mais importante é escolher a técnica correta para a indicação correta.